Os Belos Minerais

Posted: Quarta-feira, Maio 18, 2011 in GeoWalkers Folder, Museu Mineralógico e Geológico

Os minerais são corpos sólidos com estrutura cristalina, naturais, inorgânicos e com composição definida ou variável dentro de certos limites.  Geologicamente, os minerais encontram-se em fase homogénea (sólido e cristalino), naturais resultantes de processos geológicos inorgânicos e com composição definida. Já foram identificados cerca de 4000 minerais, mas poucos são frequentemente encontrados. Geologicamente, os minerais são corpos sólidos, com estrutura cristalina, naturais e inorgânicos e com composição definida ou variável dentro de certos limites.

-> Propriedades Físicas:

Propriedades Ópticas – cor, risca e brilho

Propriedades Mecânicas – dureza, clivagem, fractura

Densidade

 

  •  Cor

A propriedade mais óbvia na observação de minerais é, em regra, a cor. Na sua maioria, os minerais apresentam-se coloridos.

Muitos minerais mostram uma cor própria e característica, como o verde para a malaquite. São chamados minerais idiocromáticos.

Existem outros que não apresentam cor constante, como o quartzo. Os minerais que apresentam cor variável dizem-se alocromáticos.

  •  Risca

A risca ou traço é a cor do mineral quando reduzido a pó. Esta propriedade é importante na identificação dos minerais, porque mesmo que a cor do mineral varie, a risca, normalmente, mantém-se constante, podendo, em certos casos, ser diferente da própria cor do mineral.

  • Brilho ou Lustre

O brilho consiste no efeito produzido pela qualidade e intensidade de luz reflectida numa superfície de fractura recente do mineral.

Os minerais podem ter brilho metálico, como acontece com a galena, que reflecte a luz de um modo semelhante ao dos metais polidos, e brilho não metálico ou vulgar.

Em certos casos, como na volframite, por exemplo, o brilho é do tipo metálico, mas sensivelmente mais fraco, designando-se então por brilho submetálico.

  •  Clivagem e Fractura

Quando se aplica uma pancada com um martelo sobre amostras de quartzo e de calcite, pode observar-se que revelam comportamentos mecânicos muito diferentes.

A tendência de um mineral partir segundo direcções preferenciais, desenvolvendo superfícies de ruptura planas e brilhantes, denomina-se clivagem.

O quartzo não apresenta clivagem e, quando percutido, desagrega-se em fragmentos com superfícies mais ou menos irregulares, sem direcção privilegiada. Esta propriedade designa-se por fractura e revela que todas as ligações são igualmente fortes, qualquer que seja a direcção considerada.

  • Dureza

 Em Mineralogia, a dureza consiste na resistência que o mineral oferece à abrasão, ou seja, a ser riscado (sulcado) por outro mineral ou por determinados objectos. É condicionada pela estrutura e pelo tipo de ligações entre as partículas e, por isso, pode variar com a direcção considerada.

  • Densidade

A densidade absoluta, ou massa volúmica, de uma substância traduz a massa por unidade de volume. A densidade depende das partículas (átomos ou iões) que constituem o mineral e do tipo de arranjo dessas partículas.

A massa volúmica pode ser determinada usando uma proveta graduada e uma balança.

-> Propriedades Químicas

 Alguns testes químicos podem ser realizados para identificar minerais. É o caso do teste do sabor salgado para a halite (NaCl) ou então da efervescência produzida por acção de um ácido, por exemplo, o ácido clorídrico.

-> Escala de Mohs

A Escala de Mohs quantifica a dureza dos minerais, isto é, a resistência que um determinado mineral oferece ao risco, ou seja, à retirada de partículas da sua superfície. O diamante risca o vidro, portanto, este é mais duro que o vidro.

Esta escala foi criada em 1812 pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs, com 10 minerais de diferentes durezas existentes na crosta terrestre. Atribuiu valores de 1 a 10. O valor de dureza 1 foi dado ao material menos duro que é o talco, e o valor 10 dado ao diamante que é a substância mais dura existente na natureza.

Escala de Mohs

Escala de Mohs

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