Acção Antropica no Litoral

Posted: Quarta-feira, Maio 18, 2011 in Gala, GeoWalkers Folder

-> Molhes:

Um molhe é uma construção marítima que consiste numa estrutura costeira alongada introduzida nos mares/oceanos. Esta estrutura é apoiada no leito marinho pelo peso próprio dos blocos.

Esta estrutura estende-se ao longo da água, uma das suas extremidades encontra-se necessariamente em terra e a outra na água.

Em algumas destas estruturas é possível fazer a atracagem de navios e outras embarcações, caso as condições sejam propícias para esse facto.

-> Esporões:

Os esporões são obras de protecção costeira perpendiculares à linha da costa, normalmente construídos em material rochoso mas por outras vezes construídos em betão.

Um defeito destas construções é facto de haver a deposição de areias a norte, mas a sul é retirada parte da areia.

Com o passar do tempo e devido às correntes marítimas se encontrarem na direcção Norte para Sul, a parte do norte ficara sedimentada e com bastante quantidade de areias abundantes, enquanto que a parte do sul ficará erodida e com uma grande falta de areias, o que leva à obrigatória construção de um novo molhe a sul, para que o litoral não sofra erosão tão rapidamente.

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Sistema Dunar da Gala

Posted: Quarta-feira, Maio 18, 2011 in Gala, GeoWalkers Folder

A Sul da Figueira da Foz localiza-se a Gala, local que serviu como base de estudo para uma aula de campo e posteriormente para elaboração dos posts que iremos apresentar. A escolha deste local para a aula de campo deve-se ao facto de a zona litoral da Gala ter vindo a ser fortemente afectada pela acção antrópica, isto é, tem vindo a sofrer as consequências da acção humana no meio – ambiente, devido à construção de molhes e quebra – mares que vão interferir na dinâmica da natureza.

Não só para observarmos os efeitos da acção antrópica na zona litoral, a aula de campo teve como objectivo a observação da importância das dunas, que muitas das vezes acabam por ser desrespeitadas, pois não se reconhece a importância que estas têm na zona litoral.

As dunas são estruturas geológicas resultantes da acumulação de areias transportadas pela água ou pelo vento. Nestes locais as plantas têm um papel bastante importante devido ao facto de serem estas que fazem a segurança da estrutura impedindo que esta seja tão facilmente erodida. Apesar destas plantas realizarem bem o seu trabalho, a passagem de pessoas, campismo e ou divertimento automóvel danifica  os sistemas dunares, não permitindo a sua estabilidade .

Estas estruturas são ecossistemas costeiros que fazem a ligação entre os sistemas marinhos e os sistemas terrestres, por essa razão são denominadas como barreiras naturais de protecção. Por estas razão as dunas devem ser protegidas o melhor possível, uma vez que protegem o continente do avanço do nível das águas do mar e da erosão costeira.

-> Origem e evolução das dunas

As correntes marinhas existentes ao longo da costa e os ventos provocam a erosão e o transporte de sedimentos. Esses sedimentos são transportados até às praias pelos agentes transportadores (água, vento, …) e, de seguida, são depositados. Depois, pela acção do vento os grãos rolam uns sobre os outros até chegarem às zonas onde se encontra vegetação ou outros objectos que possibilitem a sua acumulação, formando assim a duna.

Dunas estáveis

Dunas estáveis

-> Que comportamentos seguir para proteger as dunas?

O facto de os sistemas dunares serem formações FITOGEODINÂMICAS em permanente equilíbrio dinâmico, intimamente dependente do coberto vegetal vivo, implica que qualquer factor externo ao sistema terá consequências desequilibrantes e dificilmente compensáveis (pisoteio, vegetação infestante, obras de engenharia costeira, etc.). Caso a vegetação fixadora das dunas seja degradada e destruída, todo o sistema dunar será afectado negativamente. A areia nua facilmente será arrastada para o interior do território, quer pela acção do mar quer, essencialmente pela acção eólica, podendo invadir e mesmo cobrir terrenos agrícolas, explorações, habitações e caminhos. Em épocas de tempestade podem mesmo ocorrer catástrofes em que o mar não encontrando obstáculos ao seu avanço, destrói culturas e construções que antes estavam protegidas das dunas.

Estes são fenómenos que todos os invernos acontecem e que acabamos por ser com eles confrontados pelo menos através dos media. Como forma de contrariar esses fenómenos indesejáveis todos nós, enquanto utentes das praias, deveremos ter comportamentos adequados no sentido de evitar a degradação das dunas:

  • utilizar as passadeiras aéreas quando existam, caso contrário utilizar os trilhos já existentes sobre a duna (nunca traçar novos trilhos);
  • não passear ou apanhar banhos de sol nas dunas, não andar a cavalo e de veículos motorizados;
  • não colher a vegetação das dunas;
  • chamar a atenção de amigos e familiares para a correcta utilização das dunas;
  • tomar conhecimento e respeitar a legislação que existe para efeitos de protecção das dunas .

A protecção do ambiente começa em cada um de nós pela adopção de comportamentos correctos e educando os outros!

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Mais sobre o Cabo Mondego

Posted: Quarta-feira, Maio 18, 2011 in Cabo Mondego, GeoWalkers Folder

-> Carvão:

O carvão mineral é uma rocha sedimentar biogénica.

Em norma faz parte da composição do carvão a água, materiais voláteis, como enxofre, oxigénio, nitrogénio, ainda faz parte da composição do carvão o carbono fixo e detritos vegetais, sendo que uma diferente conjugação das quantidades dos compostos vai determinar diferentes tipos de carvão como, turfa, lignite, carvão betuminoso e antracite.

Para que surja o carvão é necessária a deposição de matéria orgânica, que é posteriormente compactada devido à deposição de sedimentos em camadas adjacentes, que vai levar a um aumento de pressão e temperatura que conduz a uma evolução da matéria orgânica em carvão.

Uma hipótese possível para o aparecimento de carvão junto da costa, pode ser um eventual aumento do nível das águas do mar, sobre a placa continental, que vai levar a que as camadas com detritos vegetais, matéria orgânica, sofram um afundamento sob camadas/estratos de sedimentos marinhos que cujo peso comprimiu a turfa, transformando-a, sob elevadas pressões e temperaturas, em carvão. Esta pode ser uma explicação plausível para a existência de carvão no Cabo Mondego.

Por dedução, o nosso grupo chegou à conclusão de que o actual Cabo Mondego já foi em tempos uma floresta. Como base desta dedução está a análise de uma série estratigráfica, na qual havia um estrato em que os detritos predominantes eram o carvão (cujo cheiro característico foi possível ser comprovado) , carvão esse que tem como origem detritos vegetais que são posteriormente recobertos por sedimentos.

Carvão

Carvão

-> Diáclases:

As diáclases ou, somente, diaclases são fracturas que ocorrem nas rochas dividindo-as em blocos sem se produzir um deslocamento desses blocos. As diáclases resultam de esforços a que as rochas estão submetidas tais como compressão, tracção e descompressão, como é o caso das rochas do Cabo Mondego.

São encontradas principalmente nas rochas duras, podem-se intersectar pois tomam diversas direcções o que leva à formação de redes de fracturas, o que facilita a divisão em blocos.

Apesar de parecidas com as falhas, as diáclases diferem das falhas pelo facto de o movimento das diáclases ser praticamente nulo em relação ao movimento das falhas. E tá é possível ser observado no Cabo Mondego.

Diaclases

Diaclases

-> Filão:

Os filões são corpos magmáticos, de forma tabular, resultantes do preenchimento de fracturas existentes nas rochas, mais recentes que essas rochas. A sua atitude e dimensões são variáveis, podendo apresentar espessuras que variam entre poucos milímetros, designados filonetes, a alguns metros ou mesmo quilómetros e extensões desde alguns metros até quilómetros. A sua espessura nem sempre é constante e por vezes ramificam-se.

Filão de Quartzo

Filão de Quartzo

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A Terra é um planeta que está constantemente em transformação. Como testemunhos dessas mudanças existem os fósseis que funcionam como documentos históricos que nos ajudam a reconstituir o passado do nosso planeta. Fósseis são restos ou vestígios de animais, plantas ou outros seres vivos preservados em rochas, que nos podem dar informação sobre o ambiente, hábitos dos animais, tipos de alimentação entre outras coisas numa determinada altura da “história”. Daí a importância dos fósseis uma vez que nos permitem estudar a evolução da Terra assim como história geológica, datar rochas e determinar ambientes ancestrais.

-> Condições que influenciam a fossilização:

  • Rapidez com que os restos mortais são cobertos – quanto menor for, mais conservado serão os restos mortais;
  • Exposição a agentes atmosféricos – fossilização ocorre com maior frequência em ambientes aquáticos;
  • Condições ambientais – temperaturas e taxas de humidade baixas dificultam a decomposição.

-> Existem diferentes tipos de fossilização:

  • Moldagem: As partes duras dos organismos vão desaparecendo, deixando nas rochas as suas marcas (impressões). Existem moldes internos, em que ocorre a reprodução da estrutura interna, e moldes externos ou contra-moldes, em que ocorre a reprodução da estrutura externa.
Contra-Molde de uma Pegada de Dinossauro - Cabo Mondego

Contra-Molde de uma Pegada de Dinossauro - Cabo Mondego

  • Mumificação ou Conservação: Todas as partes do ser vivo, inclusive as partes moles, são conservadas após a morte do ser vivo, por uma substancia que permite a sua conservação como é o caso do âmbar.
Âmbar

Âmbar

  • Mineralização: As partes duras dos organismos mortos vão desaparecendo gradualmente, dando lugar a minerais como a calcite e a sílica.
Madeira Fossilizada

Madeira Fossilizada

  • Impressão: Moldes externos de estruturas finas, como folhas, asas, entre outras, mas nos quais não existe material deixado pelo ser vivo.
Impressão Vegetal - Cabo Mondego

Impressão Vegetal - Cabo Mondego

  • Icnofósseis: Marcas fósseis que fornecem indicações importantes sobre ambientes sedimentares do passado, hábitos dos animais, tipos de alimentos entre outras coisas.
Vestígios de passagem de Trilobites

Vestígios de passagem de Trilobites

A estratificação presente nas rochas reflecte as alterações que ocorreram na Terra, enquanto os fósseis contam a história da evolução da vida e dão informações acerca dos ambientes do passado – Paleoambientes.

Nas superfícies de estratificação, ocorrem frequentemente marcas que testemunham a existência de pausas ou de interrupções no processo da sedimentação.

-> Essas marcas podem ser:

  • Marcas de Ondulação (Ripple Marks): Ripple marks são as formas provocadas pelos movimentos de ondulação de correntes fluviais ou marinhas nos fundos marinhos. São dispostas de uma forma constante, podem ser simétricas ou assimétricas. Por vezes as marcas de ondulação são preservadas no sedimento durante os processos de diagénese;
Riple Marks - Vento

Riple Marks - Vento

Riple Marks - Água

Riple Marks - Água

  • Fendas de dessecção/retracção: Fendas de retracção são fendas formadas em terrenos argilosos devido à perda de água. Podem-se preservar em rochas antigas, de modo a avaliar a mudança do nível das águas no passado;
Fendas de dessecção fossilizadas

Fendas de dessecção fossilizadas

Fendas de retracção recentes

Fendas de retracção recentes

  • Marcas das gotas da chuva: Podem ficar preservadas em rochas antigas, com aspecto idêntico ao que acontece actualmente.
Marcas das gotas da chuva

Marcas das gotas da chuva

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Rochas Sedimentares

Posted: Quarta-feira, Maio 18, 2011 in Cabo Mondego, GeoWalkers Folder

A Terra caracteriza-se não só pelos materiais que a constituem, mas também por variadíssimos processos que nela se desenvolvem em consequência  do seu dinamismo interno e externo. Devido a esses processos, os materiais terrestres não são estáveis nem estáticos. Basta pensarmos no Ciclo das rochas, em que os materiais são alterados, transformados e decompostos, formando diferentes litologias; rochas sedimentares, rochas magmáticas e rochas metamórficas.

Ciclo das Rochas

Ciclo das Rochas

Rochas Sedimentares são um tipo de rochas compostas por sedimentos provenientes de outras rochas, ou até mesmo de sí, que se formam à superfície ou perto dela. O processo de formação das rochas sedimentares implica dois processos fundamentais: Sedimentógenese e Diagénese. Isto é, nada mais que processos físicos e químicos que levam, posteriormente, a sua meteorização e erosão, que depois de serem transportadas e sedimentadas (processos da Sedimentógenese) sofrem, finalmente, compactação e cimentação (procesos daa Diagénese) até se formar uma rocha detrítica consolidada.

Formação das Rochas Sedimentares

Processos de Formação das Rochas Sedimentares

As Rochas Sedimentares podem ser classificadas quanto à sua génese, como sendo detríticas, quimiogénicas e biogénicas.

Classificação das Rochas Sedimentares

Classificação das Rochas Sedimentares

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Um exemplo de Património Nacional

Posted: Quarta-feira, Maio 18, 2011 in Cabo Mondego

Sim, é o Cabo Mondego, um dos melhores, se não o melhor, Património Nacional que Portugal possui.

O Cabo Mondego está localizado na costa portuguesa, na zona ocidental da Serra da Boa Viagem, a norte da Figueira da Foz.

O Cabo Mondego é considerado um Monumento Natural devido ao seu reconhecimento mundial. Esse reconhecimento deve-se ao facto de ser um ambiente geológico com elevado valor científico.

Ao longo de todo ano o Cabo Mondego é visitado por paleontólogos oriundos de todo o Mundo devido à enorme quantidade de informação sobre o Planeta Terra, já que apresenta vestígios de actividade desde a Era Paleozóica até aos dias de hoje, nomeadamente ao nível do Jurássico!

Com base em estudos é possivel concluir que o Cabo Mondego foi, anteriormente, antes de ter sido banhado pelo mar, uma floresta, uma vez que é possível observar carvão numa série de estratos visíveis presentes numa escarpa, na zona norte do Cabo Mondego. O Cabo Mondego não foi banhado pelo mar só depois da floresta, antes já o era; há várias regressões e transgressões marinhas na história do Cabo Mondego.

Caso queiram visitar esta maravilha Mundial peguem no vosso GPS e sigam as seguintes coordenadas: latitude de 40º 11´ 3´´ N e uma longitude de 08º 54´34´´W.

Cabo Mondego

Cabo Mondego - Cortinas (estratificação)

Que tenham uma boa visita!

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Introdução ao Estudo

Posted: Quarta-feira, Maio 18, 2011 in GeoWalkers Folder

Este post tem como objectivo fazer uma breve introdução aos restantes posts que o irão suceder.

Os posts que serão desenvolvidos terão como base de trabalho a aula de campo realizada no Cabo Mondego (a Norte da Figueira da Foz), na Gala (a Sul da Figueira da Foz) e da visita do Museu Mineralógico de Coimbra (perto da Universidade de Coimbra).

Introduzindo os locais de visita, este projecto teve o objectivo de estudar as Rochas Sedimentares.

Deste modo desejamo-vos uma boa visita ao Blog e que gostem!

Um abraço,

Geo Walkers @

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